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Você se observa no espelho de forma atenta e repetida?

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Você se observa no espelho de forma atenta e repetida?
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Você se observa no espelho de forma atenta e repetida?

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Qual é a primeira coisa que você olha ao encarar o espelho? Existe alguma parte específica do seu corpo que toda vez que olha, deseja que não estivesse ali?

Entre os clássicos sintomas da Dismorfia Corporal está o hábito de olhar-se no espelho ou em outras superfícies refletoras excessivamente, com o intuito do paciente de checar a parte do corpo que não gosta, resultando em uma autoavaliação negativa. Às vezes, o defeito é imaginário e sequer existe, outras, há de fato um defeito mínimo na aparência, mas a reação do indivíduo a ele é completamente exagerada, uma crença irracional.

Como já mencionado na nossa série de artigos sobre o que é a Dismorfia Corporal, essa preocupação excessiva com a aparência física e distorção da autoimagem, que não pode ser explicada por outros transtornos produz um sofrimento acentuado que acaba retirando o paciente do convívio social e de suas atividades diárias como trabalho, estudo ou reuniões familiares.

Esse processo produz também uma grande ansiedade e depressão, conduzindo o paciente a uma série de comportamentos para aliviá-las. Entre eles está a checagem constante no espelho.

O indivíduo com Transtorno Dismórfico Corporal passa a buscar maneiras de deixar o defeito imperceptível aos seus próprios olhos. Isso pode se dar através do uso de roupas para esconder o alvo da insatisfação, através de maquiagens, ensaiando movimentos corporais que disfarcem o que consideram ser o problema, entre outros. Mas o defeito permanece no mesmo lugar e, ao perceber isso, os pensamentos intrusivos e persistentes sobre sua própria aparência física retornam, cada vez mais difíceis de superar. A pessoa cai, por assim dizer, em um ciclo de frustração, ao tentar de todas as maneiras possíveis camuflar o seu defeito e encarar o espelho inúmeras vezes até encontrá-lo.

Em alguns casos, pode ocorrer do paciente sentir total aversão ao objeto refletor, entretanto, o mais comum é o hábito de encarar-se no espelho inúmeras vezes ao dia para conferir como está a parte do corpo que consideram o alvo de sua insatisfação.

Dificilmente os pacientes com Dismorfia Corporal reconhecem o seu problema e procuram suporte psicológico. A grande maioria recorre a médicos dermatologistas e cirurgiões plásticos, pois, em seu imaginário, o único modo de solucionar o defeito é eliminá-lo. Por essa razão, destaca-se aqui também a importância desses profissionais saberem identificar o paciente com transtorno dismórfico corporal. Tratar a parte considerada defeituosa poderá, ao invés de ajudar o paciente, gerar novas preocupações sobre sua aparência física ou intensificar as já existentes, além do prejuízo que pode sobrevir aos profissionais, como ser alvo de agressões ou processos.

O encaminhamento dos pacientes com Dismorfia Corporal deve ser prioritariamente psicológico, não cirúrgico.

 

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